Estava aqui a ler Álvaro de Campos, meu amigo de todas a horas e a palavra cansaço parece ser frequente em suas linhas e versos. De fato é… Acho que todos os escritores e poetas em algum momento, simplesmente: se cansam.
Eu estou cansada. Não da escrita, não da palavra…
Mas estou cansada de me sentir presa a algo que perdeu o sentido, o significado porque as coisas pra mim precisam obrigatoriamente ter um começo, um meio e um fim. Nada pode simplesmente ser eterno pra mim. A sensação de eternidade também me deixa cansada…
Sucata de alma vendida pelo peso do corpo,
Se algum guindaste te eleva é para te despejar…
Nenhum guindaste te eleva senão para te baixar.Olho analiticamente, sem querer, o que romantizo sem querer…
Alvaro de Campos
(posterior a 1/2/1932)
E por assim ser, lembro-me com carinho de cada momento vivido com esse pedaço de mim. Sim, os blogs são isso pra mim: pedaços de todos nós. Conheci muitas pessoas interessantes e vem a mente aquela cena do filme “C´e posta per te” (Mensagem para você) com Tom Hanks e Meg Ryan. Na cena ela está se despendido de sua pequena livraria de esquina, andando pela loja já sem livros, em sua mente a lembrança viva de tantos momentos e por fim a mensagem na porta récem fechada:
“After 42 years we are closing our doors
We have loved being part of your lifes”
Então, eu tomo emprestado os dizeres dizendo:
“Depois de alguns outonos – as palavras escolheram silenciar-se:
Foi maravilhoso fazer parte da vida dos muitos que aqui vieram inúmeras vezes ao longo das estações!”
Não sei se eu terei outro blog ou não, no momento participo dos blogs de pessoas amigas, queridas conhecidas através das singularidades do Acqua…
Abraços meus e desejos muitos de dias felizes a todos!
As segundas e sextas eu estou no blog A Casa do Mago que é do mio amore, lá eu escrevo artigos sobre assuntos místicos as segundas e as sextas estou falando um pouco da história do povo Celta com o qual tenho uma relação bastante extreita…
Há cortejos, pompas, discursos
Na inauguração quotidiana dos meus sentimentos inúteis…
São iluminadas à veneziana por luzes contentes
As minhas decepções, e os meus desesperos vão em carrocel
Por uma necessidade fatídica do destino.
Agora, volto ao silêncio dos dias, da estação, da paisagem e fico a ouvir o canto agudo do pássaro. Sei que vou sentir saudades, mas não vou voltar!
Crédito das Imagens.
Foto 1. Um presente da caríssima Suzana Martins que me presenteou com essa visão da poesia de Álvaro de Campos. As vezes a perfeição está nos detalhes não é mesmo?
Foto 2. Foi enviada a mim pela querida Maria Augusta que me permitiu uma lembrança gostosa, um suspiro profundo e um sorriso de orelhas de quem sente saudades e deseja estar em casa, mesmo sabendo que de certa forma já está.
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