Blog vira protagonista em filme brasileiro
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Quem diria: um blog será o protagonista de um filme brasiliero: strong>Nome Próprio que tem direção de Murilo Salles e estréia programada para julho desse ano.

Camila (Leandra Leal) é uma escritora que faz uso de um blog para compartilhar com o público e com os outros integrantes do filme sua agitada rotina, principalmente experiências amorosas e filosofias.

É bastante interessante como visualmente o texto aparece no filme, que invade a tela na medida que Camila escreve sobre os infortúnios de sua vida amorosa.

E o que chama a atenção realmente é o tempo do filme - a história acontece em 2001 - ou seja, nada de e notebooks ou banda larga durante as cenas. Em resumo - muita conexão discada. Alguém aí sente saudades disso?

Por assim dizer, Camila é uma early adopter dos blogs - não desgruda do micro e durante as muitas mudanças de casa que ocorrem no filme, a primeira coisa que ela faz é ligar o seu bom e velho PC para postar e checar os comentários que recebe.

Tudo no filme é muito intenso, como na cena que ela dopada de anfetaminas começa uma faxina que inicia na cozinha e acaba nas escadarias do prédio.

Para quem escreve em blogs - muitas cenas fazem sentido: ela consegue até um fã que paga o aluguel para ela, presentes de um chá de panela virtual, e por fim, conhece ao vivo o homem com quem ela troca emails e que comenta em todos os posts que ela publica em seu blog. É uma alusão ao homem perfeito que toda mulher sonha.

A partir desta experiência, ela finalmente consegue escrever seu tão sonhado livro. A partir desse momento, o filme perdeu um pouco da graça pra mim porque o desfecho ficou meio tolo, seria bem mais inteligente se ela simplesmente seguisse a idéia filosófica proposta no blog por ela: “Não quero te conhecer, quero continuar com meu Daniel. Daniel que eu construi”. Mas…

Bem, algumas coisas chamam a atenção, como por exemplo o fato do blog ser utilizado também para divulgar o filme e como forma de interação com o público, que poderá contribuir para a história.
Confira em http://nomepropriofilme.blogspot.com.

Novidade na Rede.

O Informativo mensal Antena Paulista está em fase de finalização e surge como proposta de revelar uma São Paulo através de seus detalhes - uma proposta que pretende “fazer com que São Paulo revele mais sabores

Inicialmente, o informativo só estará disponível através do envio por e-mail - para recebê-lo, é preciso cadastrar um endereço de e-mail válido.

Editado por Carlo Alyonso (jornalista espanhol que atualmente reside em São Paulo) - Bianca Barros Lima (artista plástica paulistana que atualmente estuda em Londres) e Lunna Guedes (escritora italiana que atualmente se divide entre São Paulo e Gênova). A idéia principal do Informativo Antena Paulista é levar até você algumas dicas, curiosidades e singularidades que essa cidade apresenta ao olhar desses três “paulistanos por opção”.

E para começar, no dia 26 de maio - o Informativo vai abusar do seu paladar “Sabores de São Paulo” vai falar da trajetória do Café na Paulicéia: roteiro, receitas, poesias, textos, entrevistas - tudo para você ficar conhecendo um pouco da história do café na terra da garoa:

Petisco: Em pleno ano do centenário da imigração japonesa: “Você sabia que há quase 100 anos atrás, 781 japoneses desembarcaram no Porto de Santos para trabalhar nas fazendas de café do interior de São Paulo? Para lembrar desse fato, o Museu do Café organizou uma exposição sobre a trajetória desse povo antes de chegar ao Brasil. Foram quatro nódulos: tradição, partida, chegada e café brasileiro no Japão de hoje.

Se interessou? Quer saber mais?
Faça o seu cadastro através do email: mostraplural@gmail.com

A justiça decretou a prisão do pai e da madrasta da menina Isabela…

Crédito da Imagem. Agência Uol
Foto tirada no IML de São Paulo

E ao ler a justificativa do Juíz ao decretar a prisão do casal pego-me indagando a seguinte questão:

“Se não fosse montado esse circo todo a cerca desse caso, seriam os procedimentos da justiça os mesmos? Será que sempre teremos que presenciar todo esse circo, gerando comoção da parte da sociedade mediante a um chato sensacionalismo barato para que algo seja feito? Será que devo acreditar que não fosse todo esse sensacionalismo, como já ocorreu tantas outras vezes, esse casal estaria em casa como se nada tivesse acontecido? E mais, estaria aproveitando-se da lentidão dos processos e benevolência judicial?”

Basta lembrar a tragédia com o avião da Tam no ano passado - passou-se o tempo, a mídia esqueceu o caso, recolheu o circo e ninguém mais fala do assunto - vale lembrar que o aeroporto voltou a sua rotina habitual - apenas fizeram o tal do grooving e nada mais…

Meu momento Letícia de ser…

Vi ontem o tal do interrogatório da Ministra Dilma Roussef - que em dado momento foi questionada por um senador quanto ao que disse em uma entrevista.

Disse o senador: “(…) Me tocou muito uma entrevista que a senhora disse que mentia muito para sobreviver no regime de exceção. O que quero dizer com isso tudo é que tenho medo de voltarmos ao regime de exceção. O dossiê é a volta do estado de exceção. É o uso do estado para encostar pessoas na parede (…) Queremos saber se o dossiê existe, quem mandou fazer, e para que foi feito”, disse o senador democrata.”

Respondeu a Ministra: “Qualquer comparação entre ditadura e democracia, só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira. Eu tinha 19 anos e fiquei três anos na cadeia e qualquer pessoa que ousar dizer a verdade a seu torturadores pode colocar a vida de seus pares em risco (…) Eu me orgulho de ter mentido. Mentir na tortura não é fácil.”

Houve quem aplaudisse a Ministra por sua resposta - mas eu não. Eu faria uma pergunta no ato para ela, bem simples e aguardaria a resposta com o olhar fixo no dela “A senhora se orgulha de estar mentindo agora também? Afinal, o que não foi fácil durante a ditadura, parece ser bem simples na tal democracia supra citada pela Ministra. Basta lembrar que na ditadura, falar a verdade custa caro, enquanto na democracia falar a verdade é totalmente desnecessário, afinal é bem fácil enganar que só se preocupa com sensacionalismo.”

Por fim, é importante salientar que a Ministra em momento algum negou a existência das informações a cerca do governo anterior, apenas disse que se trata de um banco de dados e quis enfatizar que é muito mais sério o vazamento de tais informações, tida como confidenciais que a existência do tal documento em si, que lamentavelmente não poderia existir.

Você já se perguntou como era feito o papel antigamente?

Bem, depois de escrever um texto no qual continha a palavra “Florete” me dei conta que a maioria das pessoas não fazem idéia do significado dessa palavra. Então, resolvi escrever a respeito.

Antigamente, o papel era produzido nos moinhos papeleiros que eram construídos próximos a água. Sua função era múltipla, pois não só servia como uma fonte de energia para activar os maços de refinação (mediante rodas hidráulicas), como também para lavar, refinar e branquear as pastas e ainda como meio imprescindível no processo de formação da folha de papel. Assim, nas zonas geográficas de tradição papeleira podem ainda observar-se muitos edifícios, que outrora foram moinhos de papel, a pouca distância uns dos outros e sempre junto ao rio. Estes edifícios não só acolhiam a actividade laboral como também alojavam os seus artesãos. Famílias inteiras, incluindo crianças, dedicavam-se à produção de papel a um ritmo vertiginoso, vivendo por vezes em condições insalubres devido à humidade, falta de luz e ao ruído ensurdecedor produzido pelos maços ao golpear nas tinas.

Um moinho papeleiro era geralmente estruturado em três pisos distintos. Na cave situavam-se as zonas dedicadas a fabricação do papel propriamente dito. Precisamente por se tratar de caves, tornava-se possível a ativação das principais máquinas a partir da força da queda d´água situada a um nível superior. Devido a este desnível tornava-se impossível trabalhar com luz natural pelo que era imprescindível o uso de lamparinas de azeite. Na cave encontravam-se, para além da área das máquinas junto ao rio, três zonas de trabalho bem delimitadas. Uma dedicava-se à preparação da matéria prima (quase sempre o trapo) antes de ser refinada. Outra na qual se formavam as folhas de papel e, por último, uma zona onde se efetuava a colagem dos suportes.

O rés-do-chão e o primeiro piso destinavam-se, quase sempre, à habitação do proprietário e dos trabalhadores. Albergava também as cozinhas, a área das refeições e um grande espaço onde se realizava a manipulação do papel seco. Aí selecionava-se e empacotava-se o papel para a sua distribuição final.

O piso superior, designado de “miradouro” era a zona destinada à secagem das folhas. Daí as numerosas janelas presentes na fachada do edifício através das quais se controlava a circulação de ar.

O sistema artesanal de produção de papel envolve sempre três fases de trabalho fundamentais: a primeira consiste na preparação da pasta - a segunda na formação da folha até à sua saída da prensa - e a terceira o acabamento, que se inicia no processo de secagem e termina com o papel pronto para ser usado.

Preparação da pasta de papel

A preparação das pastas principia na selecção das fibras. Se a pasta é feita partir de plantas, o artesão deve desfaze-las e fervê-las com um agente basificante até conseguir isolar a fibra, lavando-a e aclarando-a depois para passar à sua refinação. Mas se a pasta é feita a partir da reciclagem de trapos, o processo era bastante similar.

Quanto o trapo chegava ao moinho: este era limpo, sacudido e lançado ao ar de forma a eliminar grande parte das poeiras. Este era um dos trabalhos mais duros do moinho e era vulgarmente desempenhado por mulheres. Em seguida, os trapos eram separados consoante a sua qualidade – primeira, segunda, terceira e florete, o qual era um trapo branco de linho, de algodão ou do melhor cânhamo, que servia para preparar a pasta de qualidade superior.

Uma vez classificado, o trapo era cortado com a gadanha, separando botões e abrindo as costuras. Em seguida eram passados pelo pisão, um aparelho de madeira de forma cônica, ou hexagonal, que girava em torno de um eixo longitudinal sacudindo os trapos depositados no seu interior com o intuito de separar as impurezas.

Por fim o trapo era amolecido durante vários dias ou semanas, dependendo exclusivamente da sua qualidade. Por exemplo, o linho de melhor qualidade não era tão fácil de desintegrar como o de qualidade inferior, assim como o linho novo demorava mais tempo que o linho usado.

Refinação
Os primeiros sistemas de refinação utilizados pelos chineses foram manuais e mediante o auxílio de tração animal. Os árabes introduziram a energia hidráulica, na qual a água acionava os martelos batedores. Estes martelos ou maços caíam dentro das pias golpeando com uma força brutal.

Confecção da folha de papel
Após a refinação, a suspensão aquosa de fibras celulósicas era recolhida nas tinas, as quais constituíam, na realidade, o centro nevrálgico da produção de papel. Nesse momento, o operário fazia submergir um molde formado por dois componentes – a forma e o marco – dentro da tina. Em seguida o molde era retirado num movimento de vaivém suave de modo a distribuir homogeneamente a pasta de papel e evitar a formação de ourelas mais espessas de um lado do que do outro. Após o escorrimento da água o molde era passado a outro operário, o qual removia a contra-forma do molde e transferia a folha formada e ainda muito molhada para o burel que estava no banco onde se colocavam as folhas. Seguidamente devolvia o molde ao operário inicial e colocava um novo burel sobre a folha. Um outro operário, designado de Levador estava encarregado de separar as folhas dos buréis e de as colocar na prensa.

Novidades sobre o caso que envolve a plataforma wordpress.

O WordPress desativou no último fim de semana o blog com conteúdo supostamente criminoso que colocava em risco o acesso ao serviço no Brasil. O portal mudou seus termos de uso e deletou essa e outras páginas enquadradas em casos semelhantes.

Para fazer o embargo a um blog hospedado no site, em cumprimento a uma determinação de um juiz da 31ª Vara Civil de São Paulo, os provedores afirmavam que teriam de proibir todo o acesso ao portal.

Marcel Leonardi, advogado do WordPress nesse caso, afirma que o bloqueio foi decretado em razão de ofensas feitas a uma mulher na página. Um usuário teria criado um blog com o nome da vítima e utilizado o site para postar ofensas a ela.

Leonardi afirma que foi procurado por outros dois advogados brasileiros que são responsáveis por ações na Justiça contra essa mesma prática - criar blogs com nomes de outras pessoas. Por isso, na semana passada, o WordPress decidiu mudar seus termos de uso e não aceitar mais esse tipo de procedimento.

A partir de agora, o contrato de uso do site contém a seguinte cláusula, em tradução livre: “Ao disponibilizar conteúdo, você afirma e garante que: (…) seu blog não tem um nome que possa fazer com que seus leitores pensem que você é outra pessoa ou empresa. Por exemplo, a URL ou o nome de seu blog não têm o nome de uma pessoa que não seja você mesmo, ou de uma empresa que não seja a sua”.

Com a mudança, o serviço desativou, durante o fim de semana, outros blogs com esse tipo de problema.

O advogado afirma que deve enviar à Justiça ainda nesta segunda-feira (5) uma petição informando sobre o procedimento, o que, segundo ele, pode tirar o WordPress do processo e afastar o risco de embargo total ao serviço no Brasil. Entretanto, o processo contra o autor do blog continua.

Você não está por dentro do caso?
Então entenda: em março, a Justiça de São Paulo enviou um comunicado para que a Abranet (Associação Brasileira de Provedores de Internet) determinasse que seus associados bloqueassem o acesso a um blog com conteúdo criminoso. Entretanto, de acordo com a instituição não é possível proibir os internautas de usarem apenas uma página, sendo necessário restringir o acesso ao IP (protocolo de internet) do site como um todo.

Na última segunda-feira (28), Leonardi entrou com uma petição na Justiça para impedir o bloqueio do site no país. No documento, ele informava sobre alternativas que poderiam ser implementadas pelos provedores.

Uma delas seria fazer uma alteração no DNS (”Domain Name Service”) - ou seja, sistema que traduz endereços em números IP de onde os sites estão hospedados - apenas do blog proibido. Com isso, ao digitar o nome da página em questão, os internautas não conseguiriam chegar até ele.

Outra opção seria criar um IP específico para a página em questão, permitindo o embargo. De acordo com o advogado, como o blog foi desativado, essas medidas não fazem mais sentido.

É interessante citar que o advogado citado nesse texto, prestou serviços enquanto voluntário junto ao wordpress, já que a empresa não tem registro no país, assim sendo, não poderia constituir advogado de acordo com as leis locais. Marcel Leonardi que também é usuário do wordpress sentiu-se lesado diante da possibilidade do bloqueio e ofereceu-se para representar a wordpress no Brasil.

Quer saber mais? Acesse:
http://www.leonardi.adv.br/blog/caso-wordpresscom-no-brasil/
Aparentemente, o risco de não conseguir mais acessar os blogs cuja plataforma é o wordpress parece ter desaparecido, mas resta esperar pela próxima novidade da Justiça Brasileira que segue dando exemplo de falta de conhecimento quando o assunto é a internet.

Será que é ou não é?
Segundo a imprensa, esse é o primeiro folder do novo filme Arquivo X - I want to believe.
Como tudo a respeito do novo filme é puro mistério - não dá para acreditar muito - ainda mais se observarmos os detalhes deste folder. Para mim, pareceu um tanto estranho: a atriz Gillian Anderson não parece em nada com a tradicional agente Scully - conhecida de todos nós. E o Mulder? Parece que alguém recortou a cabeça no Photophop e fez algo rápido e mal feito.
Bem, e você o que acha? É ou não é o novo folder do filme Arquivo X?

Procuro saber onde tudo acaba,
Espio então à superfície dos dias
Rastreio o descontentar das horas
Platéias!

Procuro saber!
Vasculho as margens,
Descubro minhas vilas
Nenhuma resposta!

Navego antigos rior…
E o tempo, menino arteiro
segue pelas esquinas da noite,
Procuro saber!

No mote do medo
Silencio!
nenhuma resposta…

A Lê me passou um desafio - então vamos a ele antes que eu me esqueça. O Desafio que alguns chamam de Meme consiste em listar 5 livros que eu gosto e 01 que ficaria apodrecendo na estante aqui de casa.

Tarefa nada fácil, uma vez que adoro livros e só está semana já li cinco livros diferentes, mas vamos lá, ao sacrifício:

01 - Álvaro de Campos
Trata-se de uma antologia pessoal feita a partir de poemas publicados em jornais e revistas durante a vida do escritor. Costumo dizer que são máscaras literárias que fazem de Pessoa um ser humano rico pela sua arte.

02 - Cecília e Mário
Este livro teve origem numa encomenda feita a Cecília Meireles para homenagear Mário de Andrade na ocasião do décimo quinto aniversário de sua morte. Há detalhes a cerca da rica correspondência trocada entre os dois grandes poetas, da antologia poética de Mário organizada por Cecília, das notas recolhidas por ela e das anotações do autor de Macunaíma sobre Viagem. Rico, delicioso, um verdadeiro registro fiel de um momento muito singular da cultura brasileira.

03 - The Complet Poems de Emily Dickinson
Esse livro traz o melhor da poesia de Emily, em idioma original, tenta ser fiel a escrita da poeta, já que outras edições trouxe alterações em seus escritos. Já o li centenas de vezes.

04 - Quando eu fui outro - Fernando Pessoa
Neste livro, percebe-se claramente o quanto Pessoa negou a realidade e as aparências. Ele nos convida a assumir a plenitude humana, a enxergar para além de nós mesmos, a olhar para dentro de nós mesmos. E eu já aceitei esse convite milhares de vezes.

05 - Carta a D. - História de um amor de André Gorz
Desejou André Gorz que seu último livro fosse um romance que revelasse todo o seu amor pela mulher, Dorine, com quem partilhou a vida por quase sessenta anos. O casal cometeu suicídio em 22 de setembro de 2007. Gorz era discípulo de Sartre e um crítico radical da mercantilização das relações sociais, contrário à crença no trabalho assalariado, além de ser autor de vários livros sobre ecologia. Desde o início da década de 90 vivia em retiro com a mulher, que sofria, há anos, de uma doença degenerativa. Os dois viveram uma grande história de amor e companheirismo, após terem se conhecido em Lausanne, numa noite de neve, em outubro de 1947. Desde então, nunca mais se separaram, nem mesmo na morte.

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E finalmente o livro que eu abandonaria na prateleira - Quando Nietzsche Chorou - que é o romance de estréia de Irvin Yalom, psicoterapeuta e professor de psiquiatria na Universidade de Stanford.
Irvin tentou aqui, combinar personagens reais da Europa do fim do século XIX com ficção, promovento um encontro entre Nietzsche, Freud e Josef Bauer. Chato, cansativo e repleto de diálogos desnecessários. Aliás, ele nem está mais abandonada na minha prateleira, porque eu já o fiz seguir caminho…

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E agora, como reza a tradição, passo para: Sam - Paloma - Mel - Maria Augusta e Anny.

Em clima de comemoração dos 100 anos da chegada dos primeiros imigrantes ao Brasil, exposições reforçam os laços entre Brasil e Japão em São Paulo…

Para celebrar os 100 anos da chegada dos primeiros japoneses ao estado de São Paulo - algumas mostras e exposições começaram a figurar na principal capital do país no mês de abril e seguem a vista dos olhos no decorrer do mês de maio.

A partir do dia 16 de maio o Memorial do Imigrante apresenta a mostra O papel do estado de São Paulo na imigração japonesa, que terá como atração principal a lista dos passageiros do navio Kasato Maru. No qual viajaram os 800 pioneiros que chegaram ao porto de Santos no dia 18 de junho de 1908.

O PAPEL DO ESTADO DE SÃO PAULO NA IMIGRAÇÃO JAPONESA.
Memorial do Imigrante – Rua Visconde de Parnaíba, 1316, Mooca.
De 16 de maio a 16 de dezembro, de terça a domingo, das 10 h às 17 h
Entrada: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).

Já na Caixa Cultural, duas exposições: O Japão de Pierre Verger – Anos 30 que trás 200 imagens do fotógrafo-etnólogo frânces Pierre Verger (1901-1996) e O Japão de Descamps e Desprez – Anos 90 que reúne outras 100 fotos feitas pelos fotógrafos contemporâneos franceses Bertrand Desprez e Bernard Descamps.

As imagens de Verger – que na época tinha apenas 2 anos de experiência como fotógrafo – mostram cenas cotidianas das principais cidades japonesas no período entre-guerras, quando a cultura tradicional ainda se sobrepunha à modernidade ocidental, período em que o país iniciava, também, seus primeiros flertes com a Alemanha e Itália fascistas. Ruas, vitrines, mercados, bares e casas de prostituição - todos esses locais são registrados por Verger que, tal como milhões de japoneses, escolheu o Brasil para morar.

O Japão de Descamps e Desprez trás imagens de um Japão moderno - é um registro feito duas décadas após as imagens de Verger. Enquanto Bertrand Desprez busca garimpar momentos de tradição em meio a um país já totalmente imerso na cultura ocidental, o segundo – Bernard Descamps – afirma que suas imagens não descrevem objetos, ou acontecimentos, buscam apenas desvendar os fragmentos do tempo.

O JAPÃO DE PIERRE VERGER – ANOS 30 e O JAPÃO DE DESCAMPS E DESPREZ – ANOS 90.
Caixa Cultural (praça da Sé, 111).
De 19 de abril a 25 de maio, de terça a domingo, das 9 h às 21 h. Entrada franca.

Na Pinacoteca do Estado, o público tem contato com a arte nipônica dos séculos XVII, XVIII e XIX. O florescer das cores: a arte do período Edo reúne 160 peças produzidas entre 1603 e 1867, provenientes de acervos de mais de 15 museus japoneses. A exposição está dividida em quatro módulos: quimonos e ornamentos do corpo, como máscaras e adornos femininos; o universo dos samurais – guerreiros tradicionais do Japão feudal – com armaduras, selas de montaria, escudos e armas expostos; a cerâmica japonesa e, por fim, o módulo de artefatos de laca, espécie de resina utilizada largamente no artesanato japonês.

Detalhe interessante: a exposição estará fechada nos dias 13, 14 e 15 de maio - para a substituição de numerosas peças. O público que visitar a exposição antes do dia 13 e depois do dia 15 poderá apreciar, assim, um conjunto diferente de obras.

O FLORESCER DAS CORES: A ARTE DO PERÍODO EDO. Pinacoteca do Estado, praça da Luz, 2.
De 18 de abril a 22 de junho, de terça a domingo, das 10 h às 18 h. Entrada: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia). Grátis aos sábados.

A foto da Gravura é do artista Hiroshige, que retrata a montanha símbolo do Japão. “As 36 Vistas do Monte Fuji” que estão expostas na Pinacoteca - o gênero em questão era o ukiyo-e, ou “retrato do mundo flutuante”.

As duas mostras dão a chance de conhecer a produção artística de um período inserida em seu contexto histórico - marcado pelo isolamento do Japão e seu desenvolvimento interno. Vale a pena conferir…

Para saber:
http://nihon.samshiraishi.com
http://nihon.samshiraishi.com/category/100-anos-da-imigracao-japonesa-no-brasil/
http://nihon.samshiraishi.com/2008/04/26/100-anos-da-imigracao-japonesa-no-brasil/pierre-verger/

Uma breve meditação…

O tempo pra mim nesse meio de tarde,
é apenas um pássaro voando longe, bem alto,
quase alcançando o que eu não alcanço:
o horizonte.

Sempre nova!

Seus versos numa metade de manhã
…com resquícios de mais uma tarde.
e seus ventos pálidos em minhas laterais!

Numa hora dessas…
Nem cedo, nem tarde.
Hora perfeita?
…hora esquecida,
em que a pele tremula!

Seria o vento que arde lá fora?
Seriam os pingos da chuva que virão mais tarde?
Seria um olhar que ficou antes do sono chegar?

Rabiscos feitos num começo de tarde de maio - seria o outono?

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Hoje - eu e a Letícia fazemos a estréia da nossa coluna “Blogs Alheios” lá no blog da Francy´s que gentilmente nos convidou para participar do Identidade Própria as segundas-feiras…

>> então siga a trilha de folhas secas pelo chão…


Hoje é segunda-feira - dia de sol desmanchando pela paisagem. Está fraco, pálido, quase branco… E o vento chega pelas laterais - deixando folhas atordoadas. Tudo isso pede uma poesia?

* Créditos da Imagem. Blog Le Jardin Éphemere

Sim, não tenho razão…
Deixa-me distrair-me do argumento mental,
Não tenho razão, está bem, é uma razão como outra qualquer

Se nem creio? Não sei.
Creio que sim. Mas repito.
O amor deve ser constante?
Sim, deve ser constante,
Só no amor, é claro.
Digo ainda outra vez…

Que embrulhada a gente arranja na vida!
Sim, está bem, amanhã eu trago o dinheiro,

O grande sol, tu não sabes nada disto,
Alegria que não se pode fitar no azul sereno inatingível.

Álvaro de Campos, pág. 445.

Há pouco visitava alguns blogs e eis que me surpreendi com um olhar matinal para Nancy através das palavras da caríssima Maria Augusta - um delírio nesta segunda-feira - não vai chover, mas há momentos em que ouço a chuva, mesmo distante e fico feliz por saber que chove em algum lugar, ainda que isso aconteça distante de mim…

A Rua…foi o tema escolhido para a Bienal da Imagem 2008 que aconteceu aqui em Nancy. Esta bienal é sempre interessante, há anos atrás foi lá que eu vi pela primeira ver um daguerreótipo…é o ancestral da maquina fotográfica.

>> eis a trilha para a Bienal interpretada pela Maria Augusta, siga…

Porque hoje é segunda-feira

E a lua se renova - fase nova no céu da cidade - faz frio e a xícara de chá quente me faz companhia - vou fazer um cappuccino mais tarde - por enquanto observo a paisagem e me permito um verso. Vem comigo? Isso é um convite…

Eu estou lá no Livro Aberto
Falando mais uma vez de São Paulo…
Essa cidade de muitas faces!

A vida e seus muitos significados!!!

Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo é quase que intraduzível. Na verdade, wabi sabi é um jeito de “ver” as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.

Contam que o conceito surgiu por volta do século 15. Um jovem chamado Sen no Rikyu (1522-1591) queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá. E foi procurar o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim. Rikyu lançou-se ao trabalho feliz. Limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente o que tinha feito: o jardim perfeito, impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas caprichadamente ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão. Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro. Rikyu virou um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.

O que a história de Rikyu tem para nos ensinar é que estes mestres japoneses, com sua sofisticada cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo, conseguiram perceber que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar. E a natureza das coisas é percorrer seu ciclo de nascimento, deslumbramento e morte, efêmeras e frágeis.

Eles enxergaram a beleza e a elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo - uma simples folha de papel esquecida no fundo de uma gaveta que ganhou novos tons: amarelecidos. Uma fotografia que registrou a ação do tempo sobre uma criatura que para alguém nesse mundo é importante. Uma palavra que se repete na memória e faz com que alguém se mantenha eternamente presente. Uma janela que já não fecha e tão pouco abre, apenas exibe suas frestas por onde gotas de chuva adentram molhando o açoalho. Uma simples maçaneta da porta nublada das mãos que deixou muitos entrarem e poucos e sairem…

Wabi sabi é olhar para o mundo com uma certa melancolia de quem sabe que a vida é passageira e, por isso mesmo, bela.

Para os olhos de Leonard Koren - wabi sabi é inseparável da sabedoria budista que ensina:

Todas as coisas são impermanentes
Todas as coisas são imperfeitas
Todas as coisas são incompletas

Daí olhar para elas de um modo wabi sabi é ver a beleza que existe naquilo que tem as marcas do tempo - nas coisas mais simples e mais imperfeitas, em tudo que não é convencional ou simplesmente habitual.

Wabi sabi esta na beleza dos materiais que ainda guardam em si a natureza real das coisas: papel, algodão, velhos e nobres tecidos, coisas que perdem e ganham detalhes durante toda uma vida.

As estações do ano tem as suas próprias formas de beleza: que tal experimentar descobrir os primeiros verdes fresquinhos e brilhantes que anunciam a primavera? Ou esperar pela última folha que caí no outono?

A Arte da Imperfeição é ver a vida com a tranqüilidade de quem sabe que a busca da perfeição exaure nossas forças e corrói nossas pequenas alegrias. Porque, como disse Thomas Moore, “a perfeição pertence a um mundo imaginário”.

Então, que tal, aqui no nosso mundo real, abrir os olhos para o estilo wabi sabi?

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