Hoje a cidade paulistana comemora seus 454 anos (idade que soa estranho a minha alma depois de pesquisar um pouco mais sobre a cidade). Afinal, é uma cidade em que em pouco mais de cem anos despontou com a maior da América Latina e uma das mais importantes do mundo…
Aqui tudo é uma questão de ritmo e acho que São Paulo é tal qual uma ópera – ou se ama ou se odeia – eu confesso que amo muitas coisas e odeio outras – mas isso nem é a cidade. Isso sou eu… Hoje tem bolo lá no Bixiga (com seus quatrocentos e cinquenta metros) e não consigo entender o comportamento daquelas pessoas que atacam o bolo como se nunca tivessem visto um bolo na frente…
O que eu fico a imaginar é a expressão do homem que idealizou e segue organizando uma das mais tracionais festas comemorativas no aniversário de São Paulo. Seu Walter Taverna é uma das poucas pessoas que faz a diferença no bairro que perdeu ano após ano a característica de Bairro Italiano de São Paulo – hoje, o Bixiga é mais uma lembrança da cidade. O bairro foi invadido por cortiços sujos e desorganizados. A droga corre pelas ruas e recentemente perdeu os famosos ensaios da Escola de Samba Vai Vai – que tanto incomodava os moradores, que agora reclamam da ausência destes (entendê-los, não é possível)…
São Paulo é isso – um contraste interminável que choca, emociona, causa indignação e ainda assim é uma cidade, como tantas existentes por aí. Nem melhor – nem pior, apenas cidade com erros e enganos…
Ah! E hoje, a Sam postou um texto meu lá no Nossa Via - um texto escrito no meio da correria da tarde de ontem – fui terminá-lo de madrugada e nem sei ao certo se consegui o resultado que eu esperava…

Janela Aberta – um olhar que se perde em meio a paisagem da cidade. Lá fora o vai e vem de passos – a pressa por tuas esquinas, o silencio que falta em tuas ruas. Trânsito parado – rádio ligado. No ônibus lotado seguem seus sonâmbulos ausentes que não te descobrem – não te sabem…
Essa cidade é um mistério que paira por trás de casa desenho que se forma pelo caminho. O desavisado que vai mais adiante, nem imagina quem foi o tal Brigadeiro Luis Antonio. Não percebe tua história esculpida em cada prédio, estação, mercado, loja erguidos ao longo dos anos, em linhas e contornos de um desenho cheio de vazios…
>> veja o texto na integra aqui
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Lunninha, que texto bonito…
e, que chateação seu bloguinho sumir, heim?
O meu tá esquisitinho também, tá meio ‘torto’ lá…nem sei porque.
Mas, enfim…
passando aqui para visitar , deixar um beijo e desejar um bom final de semana!
Vou agregar este novo endereço lá no meu bloguinho.
Parabéns!
Pelos textos adequados e bem ornados com fotos a preto e branco que se destacam neste layout…adorei….
Obrigada pela explicação sobre Sampa antigamente e o rio…não sabia que ele nascia na Cantareira e que andava para o interior,curioso.Lindooooo.
Lunna, imagino que esteja festejando e que agora sinta aquela sensação gostosa do dever cumprido. Aprecie com moderação!
Beijus
Muito bom todo este teu trabalho sobre São Paulo, Lunna. Verdade que você tem uma visão panorâmica mais isenta que alguém que nasceu e sempre viveu nela. Minha visão sobre a cidade mudou depois que deixei de morar nela, mas quando o avião se aproxima do terminal de Guarulhos eu sempre tenho a sensação que estou chegando em casa não importa quanto tempo eu passe fora, e acho que isto acontece com muita gente.
Um grande beijo e parabéns.
Estou amando esses textos.
Ainda lembro das primeiras visitas ao centro, à Estação da Luz e o deslumbramento com essa mistura toda, do novo e do velho.
Apesar de morar muito perto, vou pouco à SP, bem menos do q gostaria. Tenho diversos roteiros de lugares que quero conhecer, mas um certo pavor de dirigir por aí. Isso somado à correria da vida “no interior” faz com esses planos sejam adiados.
Um dos meus desejos era justamente esse conhecimento histórico com o qual vc está nos presenteando. Obrigado, é simplesmente maravilhoso.
Lunna,
todo ano tbém fico espantada com a cena das pessoas atacando o bolo…