Ontem fui ao cinema assistir ao filme “O signo da cidade” que estreou ontem aqui em São Paulo e vi um filme curioso projetado na tela – um pouco de drama, comédia, revolta, preconceito e outros detalhes mais…
No geral, o filme parece seguir a linha dos seriados norte americanos – personagens demais e que num determinado momento fica a impressão de que faltou trabalhar melhor cada elemento humano que lá estava – o vazio tem um espaço curioso na vida dos personagens. Mas a cidade de São Paulo também tem seus vazios e há quem possa entender isso como contraste urbano.
Há a personagem de Bruna Lombardi (Teca) com seus dramas pessoais – uma busca que em determinado momento do filme se perde. Nem ela mesmo parece saber se definir. Nem ela mesma parece capaz de dar o próximo passo…
Os personagens encontram-se de forma curiosa e tecem um destino arquitetado por eles mesmos. Fica claro isso no final do filme quando um dos personagens diz que pode mudar seu destino se ele assim o quiser. Seria uma tentativa de dizer que em São Paulo o destino não tem vez – a menos que este dependa unica e exclusivamente de você? Talvez…
O roteiro.
Acho que Bruna Lombardi ainda pode melhorar muito mais. Gosto de sua audácia enquanto escritora. Seus poemas falam diretamente da alma humana e creio que seus escritos poderão encontrar uma evolução necessária em breve.
Por enquanto, ela é mais uma roteirista que se destaca, mas também vejo que vem muito mais dessa mulher que dedica-se a uma evolução pessoal e faz isso com entrega, amor e prazer – ingredientes fundamentais para quem que fazer a diferença.
A fotografia.
Não gostei da fotografia do filme. Não deram o tratamento necessário a cidade – fica fácil reconhecer e identificar a cidade e seus vazios urbanos. Mas confesso que me espanta ver alguém andando pelas ruas – saíndo da Liberdade e de repente estando de fronte a estação Sumaré… O filme é rápido e tudo se mostra num estalo, mas o passo se demora nessa cidade por mais pressa que tenhamos…
A direção.
Gostei do ritmo que a direção deu ao filme – as cenas de sexo (tão criticadas no cinema nacional) foram sutis e delicadas. Intensas, mas não agressivas e tão pouco ofensivas. Carlos Alberto Ricelli não decepciona – mas ainda falta-lhe um algo a mais.
O tão comentado Kim Ricelli.
Ouvi vários assovios quando o moço apareceu em cena – tão bonito quanto o pai e talentoso em cenas fortes. Mas sem expressão. Parece estático em cena. Parece “dirigido” demais, mas tudo na vida tem um primeiro momento, um primeiro passo…
Visão geral.
Quero acreditar que um dia o cinema nacional (brasileiro) consiga caminhar sem o apoio do BNDES e da Petrobrás (afinal, sabemos como os recursos dessa semi estatal chega aos cinemas).
No mais, o filme vale a pena pela visão curiosa sobre as muitas janelas da cidade.
Arquivado em: Cidade, Metrópole | Etiquetado: Alberto Ricceli, Bruna Lombardi, Filme, Kim Ricceli, O signo da cidade, São Paulo










Querida Lunna, com seu texto minucioso e bem temperado posso lhe dizer que “assisti o filme” no Acqua e com certeza, não irei ao cinema, pois não gosto de filmes que deixam espaços vazios. Eu prefiro aqueles que “fazem bem ao coração”. Beijos e obrigada.
Quero ver este filme. Bela resenha.
Eu já disse que estou esperando esse filme chegar aqui na roça. A distribuição de filmes no Brasil também é péssima quando este é nacional. Tantos personagens, deve ter sido um roteiro difícil para escrever. Boa semana! Beijus
oi Lunna anda sumida do msn…eu tb ando rs.Muitas coisas e correrias…mudanças são sempre boas.Apareça!!Enquanto isso vou ler tudo por aqui,faz tempo que não te visito.Beijuuss
Lindo texto irmãzinha…achei um pouquinho de mim mesma lá…Obrigada por este deleite!
Beijo grande!
Hum…eu sempre erro o local dos recadinhos nesse blog da wordpress…ahahaha…vou colocar esse comentário no devido lugar.
Beijo!
[...] dos filmes como “Bodas de Papel” e “O signo da cidade” valem a pena serem vistos. Ambos muito bons… A crítica gostou bastante de “Ensaio sobre a [...]