…os que já se sabiam vencedores!
O drama sangrento dos irmãos Joel e Ethan Coen, “Onde os fracos não têm vez” (”No country for old men”) foi o grande vencedor da 80ª edição do Oscar, realizado na noite de domingo no Kodak Theatre, em Los Angeles, em uma cerimônia em que o maior homenageado era o próprio prêmio.
Houve gente (como eu) que mostrou-se indiferente a isso…
Mais uma vez, uma produção confirma seu favoritismo. O filme arrebatou quatro das oito estatuetas as quais concorria: de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado e melhor ator coadjuvante, para o ator espanhol Javier Bardem.Símbolos do cinema independente norte-americano, Joel e Ethan alcançaram, assim, um novo patamar dentro da indústria cinematográfica e seu reconhecimento é uma prova de que Hollywood está prestando mais atenção no que é feito no circuito, digamos, “alternativo”.
Enquanto isso…
O lançamento em pleno fim de semana do Oscar – ao qual concorria em quatro das principais categorias, levando o de roteiro original – colocou a comédia independente “Juno” no topo da bilheteria brasileira.
O filme, estrelado pela jovem Ellen Page teve custo baixo de produção se comparado as grandes produções.
… Juno é uma comédia (Americana/Canadense/Húngara) dirigida por Jason Reitman (diretor de Obrigado Por Fumar), e escrito por Diablo Cody (romancista, ex-blogueira e ex-stripper – que diz para quem quiser ouvir que não precisava fazer stripper – fazia apenas porque gostava), Ellen Page é a estrela do momento (protagonista de Menina Má.com). Produzido por Lianne Halfon, John Malkovich, Mason Novick e Russel Smith. Distribuido pela Paris Filmes, o filme tem duração de 91 minutos e estréia dia 22 de Fevereiro. Pré-estréias a partir do dia 25 de Janeiro.
O filme conta a história da inesperada gravidez de Juno Macguff (Ellen Page), uma garota sarcástica e diferente, que entediada com sua vida resolve transar com seu amigo Paulie Bleeker (Michael Cera), um rapaz esquisito, tímido, com vícios estranhos (nossa, o cara literalmente virou aproximadamente 5 caixas de tic tac na boca durante o filme todo)…
Enfim, o tempo passou e Juno começou a desconfiar de que estava grávida, ao confirmar sua gravidez (após três testes seguidos) ela começa a se preocupar, e liga pra sua amiga Leah (Olivia Thirlby) que aconselha Juno à ir a uma clínica de aborto.
Mas pouco tempo após entrar na clínica Juno desiste da idéia, então resolve ter o bebê e dá-lo para adoção. Assim, começa a procurar, junto de Leah, anúncios em jornais de pais que querem adotar um bebê. Após ler alguns dos anúncios, Juno acha o casal perfeito: Mark e Vanessa Loring (respectivamente Jason Bateman e Jennifer Ganer).
Ao decidir o que pretende fazer, a garota resolve contar à seu pai e sua madrasta sobre a gravidez, apesar de chocados, ambos aceitam e decidem ajudar Juno apoiando-a em sua decisão de dar o bebê aos Loring. Com o desenrolar da história é possível notar as mudanças no comportamento de Juno, o modo como ela vai amadurecendo aos poucos devido aos problemas que enfrenta durante sua gestação…
Eu gostei do filme, que traz uma história inovadora e divertida – que foge da eterna mesmice do cinema e da própria televisão. Os personagens são simples e profundos ao mesmo tempo. A história é voltada à Juno e o que se passa com ela durante a gravidez, mas há espaço para os outros personagens exibirem-se durante todo o filme - com frases engraçadas e conselhos, como JK Simmons, que interpreta Mac Macguff (pai de Juno) ou como a madrasta boazinha que apoia a enteada, Brendan “Bren” Macguff.
Outro ponto positivo do filme são as músicas que são excelentes e combinaram bastante com o estilo do filme.
Gostei da questão a cerca da passagem do tempo através das estações do ano (cada estação mostra um estágio da gravidez) isso contribuiu muito para o bom andamento do filme. Já que a idéia acabou com o possível tédio que seria acompanhar todos os meses da gravidez de Juno.
E foi muito interessante a relação de Juno com o casal que adotará o bebê.
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Li no Blog da Sam um ponto de vista diferente do meu sobre o filme, mas isso é o interessane do tema proposto pelo filme – e vale lembrar que mesmo sendo uma comédia, o assunto é bastante delicado…
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Dos candidatos ao Oscar, ainda não vi nada, a não o filme sobre a Edith Piaf, que deu o prêmio de melhor atriz à Marion Cotillard.
Beijo.
Quero ver…
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