Blogagem Coletiva

O que você faz para acabar com o analfabetismo no Brasil?

Este texto faz parte da blogagem coletiva proposta pela Georgia, incentivada pela Meiroca.

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Confesso não ter uma resposta para essa pergunta – ainda essa semana ouvi a Sam dizer que seu filho mais novo estava escrevendo e isso me fez voltar no tempo e recordar a primeira palavra que eu consegui ler sozinha. Estava passeando e lá estava um anúncio onde dizia “casa ingiallisce” – era uma exposição de arte que estava tendo na cidade. Depois disso, foi como “descortinar” o mundo, lia absolutamente tudo que encontrava pela frente…

Antes disso, já conseguia escrever algumas palavras, juntava sílabas e reconhecia o meu próprio nome no papel, mas isso é diferente, porque na verdade, trata-se de uma identificação e não de uma leitura. Você vê letras, as reúne e sabe porque alguém disse isso a você que aquelas palavras juntas representam o seu nome…

Bem, mas como será isso para as pessoas que desconhecem o significado das letras, das palavras, da frases? São pessoas que possuem deficiências e são limitadas a um mundo que se torna menor a cada novo momento, pelos mais diferentes motivos.

Mas a pergunta apresentada pela Meire e pela Georgia é quase desumana para mim – porque eu tive acesso a informações várias. Tive aula desde os três anos de idade. Em casa havia livros espalhados pela casa e fui instigada a ler e escrever desde pequena…

Mas qual o caminho para por um fim ao analfabetismo? A resposta não me alcança, confesso – afinal, trata-se de um jogo de interesses – o Brasil elegeu e re-elegeu um homem sem estudos, que diz a quem quiser ouvir que ler é chato e que bloqueia anualmente investimentos na educação. Quem já não ouviu o senhor presidente do Brasil dizendo asneiras? A mais recente, ele afirma que o problema do momento é que os pobres estão se alimentando… E assim segue, já que a nação brasileira mostra-se silenciosa, talvez, um dos principais motivos seja o fato de haver jovens que embora ocupem salas de aulas há mais de quatro ou cinco anos, mal sabem escrever o próprio nome… Talvez a culpa seja por haver jovens em salas de universidades que são incapazes de exercer as profissões que escolhem e para as quais (teoricamente) se preparam.

>> Participam desta Blogagem Coletiva:

  1. Adelino
  2. AleBriscoe
  3. Allan
  4. Andrea Motta
  5. AnnaPontes
  6. Anny
  7. Bel
  8. Cejunior
  9. Cidao
  10. Cilene Bonfim
  11. Claudia Pit
  12. Cybele Meyer
  13. Drops Azul Anis S
  14. Eduardo Wagner
  15. Elizabeth Cunha
  16. Fabio Mayer
  17. Fernanda J.
  18. Flainando na Web
  19. Flavia vivendo em coma
  20. Georgia
  21. Gil Gomes
  22. GuGa
  23. Julio Moraes
  24. Luci Lacey
  25. Lili faz a sua parte
  26. Lino Resende
  27. Lucas
  28. Lu
  29. Lulu on Sky
  30. Luma
  31. Marcos
  32. Maria Augusta
  33. Mario
  34. Meiroca
  35. Mirella
  36. Naldy
  37. Nina
  38. Odele
  39. Oscar Luiz
  40. Ozeca
  41. Patti
  42. Ricardo Rayol
  43. Ro (Iliquido)
  44. Ronald
  45. Rosa
  46. Rosane
  47. Sandra
  48. Sergio Ferreira
  49. Sergio Issamu
  50. Taliesin
  51. Tina
  52. Varal das ideias
  53. Vi Marcia
  54. Xico Lopes

6 Respostas

  1. Realmente é um problema difícil de resolver, acredito que vai levar algumas gerações para ser erradicado, pois ninguém explica ao povo que a educação é o meio mais direto para atingir uma melhoria de vida em todos os sentidos. Espero que um dia chegaremos lá!
    Beijos e um bom fim de semana.

  2. Lunna, tenho lido muitas vezes nos blogs que tenho visitado que essa pergunta foi forte. Mas a expressao que você usou: “é quase desumana.”
    Fiquei pensando nisso e sei que desumano é chegar um adulto perto de você e te pedir: Dona pode ler o nome dessa rua prá mim? Porque nao sei ler e estou perdido.

    Obrigada pela participacao e que bom que te fiz pensar ao menos um pouquinho nessa questao.

    Abracos

  3. Pois é me fez recordar do filme, me esqueci o nome, aquele q a Fernanda Montenegro escrevia cartas…

  4. Querida Lunna, nada como incentivar a leitura através de uma história > que é agradável para crianças e adultos. Meu amigo Luiz Ramos do blog Ramosforest http://ramosforestenvironment.blogspot.com lembrou-me de algo tão simples: a cartilha antiga das primeiras letras, onde a criança aprendia em seis meses. Beijos – parabéns pelo post!

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