
Créditos da Imagem. http://ruimiguelfigueiredo.blogspot.com
É noite de domingo – chove lá fora…
Estou pensando em preparar uma macarronada. Estou respirando fundo porque estive desatenta no dia de hoje e nem sei bem a razão disso… É outono deste lado do oceano e eu deveria estar escrevendo algo novo, mas não!
Não tenho nada a dizer e isso é no mínimo: estranho… Quero silêncio – quero ouvir o som da chuva “beijando” o chão, quero chorar junto a vidraça e não saber do que há do lado de fora de mim. Não quero ser incomodada por nada, nem mesmo pelo maldito canto dos pássaros que despertam antes mesmo do dia que há horas não exibem sombras e raios de sol…
Meu cão dorme, exausto, no sofá… Tudo mudou por aqui – menos eu – é o que parece. Talvez eu esteja errada e se estiver? Quem irá se importar. Eu mesma não me importo…
Os jornais anunciam mais um crime. O rádio dá os detalhes. A televisão, exaustivamente tentam chocar nossos olhares e pensamentos. Eu ignoro. Mudo o canal e percebo que há barulho demais saíndo daquela caixa de sons equivocados.
As palavras dos livros que se acumularam na estante de casa fazem menos barulho e a xícara de chá quente esquecida há anos no canto da mesa de centro finalmente chama por mim. Nos últimos anos dei para esquecer as coisas… Não lembro mais quando nasci… Não lembro mais das pessoas que conheci… Não lembro mais da data e do horário. Os ponteiro na parece cansaram e o calendário repete sempre a mesma data, os meses não passam e os dias… Ainda estão lá e eu não mais me lembro deles também!
Minha cama está tão fria quanto minha pele e há dezenas de vultos pela casa que eu ignoro constantemente. Penso em redigir pensamentos em meu diário, mas o cansaço é tudo que tenho de realmente meu…
Escritos Noturnos
Noite de Domingo – 20/04/08 – 19h57minutos.
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muito bom seu conto. para mim, domingo é o eterno dia do nada! obrigada pelo comentário. eu gostei muito livro tbm, claro que ele trabalha muito melhor as personagens. mas acho que cada um atende muito bem a sua proposta, tanto o livro, quanto a minissérie. acho que está aí a diferença do próprio autor adaptar. falando em adaptação, estou ansiosa para ver budapeste, do chico.
[...] de minha xícara, saudades da vida… Poema escrito a duas mãos Autoras. Letícia Coelho e Lunna Guedes Noite de Sábado – 19/04/08 – [...]
Lunna, querida, sua arte em transmitir os sentimentos do próprio ambiente me atinge em profundas impressões. Sim, os vultos existem na penumbra, mas nada são perante a disposição em destituí-los do mistério perante um teclado aceso… Adorei! Beijos.
Um conto cinematográfico em cores com ações e cenário tão bem descritos que pude me transportar para dentro dele. As emoções é caso à parte. Quem nunca quis se esquecer do tempo, das pessoas e da própria existência? Boa semana! Beijus