Por que não comprar um filhote?
Há pouco estava lendo o post “Uma segunda chance” no Nossa Via e acabei me lembrando de um fato que aconteceu na semana passada. Na ocasião eu seguia para o centro paulistano e de repente, devido ao trânsito lento – me deparei com um “Shopping de Filhotes” – aquilo me incomodou muito.
Motivo? Havia inúmeros cães dentro de jaulas bem pequenas – em exposição para olhares atentos e interessados em ter um animal de estimação em casa.
Acho que sabem que tenho dois cães – são meus amores e as vezes me impressiona a humanidade que existe neles. Há quem pergunte “o homem humaniza o cão ou o contrário?”.
Vi um episódio do CSI onde o assunto eram as rinhas de cães. Pessoas apostando e torcendo para que um cão matasse o outro. Humanidade? Não! Falta de humanidade por assim dizer. Esses cães passam fome, são tratados com indiferença, são presos a instrumentos de tortura e são alimentados com carne crua para que se habituem ao sangue. Um horror. Uma monstrosidade. Um crime que quase sempre acaba impune. E o que eu me pergunto é como alguém consegue ficar assistindo um show de horrores como este?
No post escrito pela jornalista Bárbara Franzin, ela fala de uma cachorrinha cujo nome é Spam – eu já tinha lido sobre ela no blog da Sam e a doçura no olhar dela me conquistaram. Não posso ter mais cães porque o Patrick (boxer) é ciumento e desenvolveu aversão por cães. Ele é por assim falar, o rei do pedaço e não aceita que outro cão ocupe o mesmo espaço que ele.
A raça dele – boxer – é uma raça adorável, eles são espertos, ágeis, amigos e leais (como a maioria dos cães), adoram crianças e são extremamente carinhosos. Mas sabem ser agressivos se seu espaço não for respeitado. O Patrick já mordeu uma pessoa que tentou entrar em casa sem estar em nossa companhia. E recentemente, com a morte da mãe do mio amore, ele entrou em depressão. Foram dias de muita preocupação porque ele não reagia…
Ele foi um presente do mio amore – em outubro desse ano irá completar 05 anos – ainda é um menino, um moleque malandro e sapeca que não passava de uma simples bolinha de pêlo e hoje é um “pequeno gigante”. Acima de tudo, é um amigo de todas as horas…
Por isso que eu sempre digo as pessoas, pensem bem antes de optar por ter um animal em casa e quando estiverem certos de que é o que realmente desejam, optem por adotar um cão. Não comprem um animal porque há muitas pessoas por aí que vivem disso – vivem da reprodução de um animal que para eles não são mais que simples reprodutores.
As pessoas que tem cães com o objetivo de reprodução costumam abandonar as fêmeas depois que elas não podem mais reproduzir. Geralmente estão doentes e não são mais “uteis” para seus donos. Acabam tendo câncer nas mamas por excesso de amamentação ou ainda perdem o útero devido a complicações no parto.
Então, não dê sua contribuição para isto!
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Lunna
não tive ainda a coragem e determinação de assumir o compromisso de ter um cãozinho por isso, me falta segurança de que conseguirei cuidar dele como merecerá. Mas os meninos querem, vamos ver…
Adorei ver as fotos do Patrick.
Beijos em todos aí.
Oi Lunna,
Obrigada pelo comentário no Nossa Via e também pela reprodução do post aqui. Como disse lá, me apego aos bichinhos se tentar ajudar a adotá-los, por isso adotei uma outra estratégia de propagar essa mensagem.
Infelizmente tem muita gente que trata os animais apenas com uma forma de ganhar dinheiro. E aí a gente entra num campo mais amplo, não apenas cães e gatos, mas sim bois, vacas, porcos e milhões de outros. Há tempos comentamos em casa a vontade de não consumirmos mais carne. É difícil, pois após anos e anos de consumo, há o hábito. Mas tentando reduzir um pouco, já seria ótimo.
E vamos fazendo nossa parte!
Beijos e para o Patrick também. Muito lindo ele. =)
Eu amo bicho! Desde criança tenho e não vivo sem! Viu o meu “Max” lá no luz?
Patrick tem olhar pidão!
Esse companheirismo, troca de carinho incondicional, sem interesse, achamos entre humanos, mas é raro.
Morro de dó quando vejo animais em lojas, dá vontade de levá-los todos para casa.
Também vejo crianças empolgadas e pais despreparados, que compram bichinhos e não conseguem prosseguir na criação.
Aqui na cidade, o abrigo para cães está lotado. É muito triste isso!
Lunna, tenho 2 cachorros lindos que amo demais e gosto muito de bichos, me encantam!
Não gosto de ver maus tratos e sei da responsabilidade que é cuidar de um ser vivo desse, tão carinhoso e dependente da gente!
Beijos.
O seu Patrick é lindo!
Não temos cães mas temos três gatos. Minha esposa participa de uma associação de proteção aos animais onde presencia cada coisa que acontece envolvendo os animais que dá asco relatar.
Tem gente que não gosta nem de gente imagina de animais.
Beijo Lunna.
O Patrick (o brasileiro, você também tem um Patrick italiano, né?) tem uma cara muito carinhosa…
Essas pessoas que tratam mal os animais são verdadeiros monstros. Fico sempre imaginando como a raça humana pode achar que tem o direito de tratar as outras desta forma, é questão de se redefinir a palavra “humana”.
Lunna, um grande abraço para você e teu amore, pelo momento que atravessaram recentemente.
Beijos.
Lunna, eu tenho um gato, o Fólio, minha folhinha de papel. Ele foi abandonado na rua com seus dois irmãos. Tinha dois meses e teria morrido atropelado, não fosse a compaixão da Gláucia, de uma associação de proteção aos animais.
Acho MUITO importante alertar para a responsabilidade de ter um bichinho e como é fundamental que quem decide fazê-lo, o faça através da adoção.
Outro dia, encontrei no consultório veterinário uma “criadora” dona de um imenso gatil que levou a gatinha linda dela para abortar filhotes que ela chamou de “indesejados” porque não tinham pedigree. Eu me recuso a comprar animais de gente assim.
Ah, e seu Patrick é lindo!!!