A nova era dos Blogs…

Um comentário deixado em meu blog esses dias me fez parar para pensar e escrever algo a respeito dos blogs – essa ferramenta recente de comunicação…

Há diversos posts reclamando da “maré baixa” dos blogueiros. Um tema e tanto para dissertar a respeito.

Recentemente organizei meu reader e renovei meu blogroll – eu leio de tudo um pouco, claro, meu tema favorito segue sendo a literatura, mas me interesso por política, outros segmentos culturais, cotidiano e estou sempre de olhos abertos para ler as novidades. E os blogs, sem nenhuma dúvida tem sido um meio de informação bem agradável…

Contudo, de uns tempos para cá, muitas pessoas descobriram nos blogs um meio de se “fazer dinheiro” e aos poucos, a monotonia chegou aos blogs também. Seus autores mudaram de estilos, alguns esqueceram que conquistaram leitores por terem um conteúdo inteligente, diferenciados e não corriqueiros como se vê na maioria dos meios de comunicações.

Deu-se inicio a uma briga tola entre blogueiros e jornalistas, estes (claro que salvo algumas excessões) ultrapassados, chatos e com o mesmo segmento sempre…

Há quem defenda em alguns lugares do mundo que os blogueiros precisam de controle. Enganam-se: em pouco tempo a maioria dos blogueiros serão iguais aos redatores de jornais, aos editores de revistas – não terão estilo ou um diferencial que gere interesse. O conteúdo já se mostra repetitivo em muitos blogs e não é porque existem milhares de blogs em todo o mundo hoje em dia. Não mesmo. É porque, assim como no caso de jornais e revistas, o leitor deixará de ser o interesse em comum – as revistas não vivem da venda nas bancas, assim como os jornais: os anúncios é que geram a verdadeira receita. O conteúdo está em segundo plano.

Alguém já teve a curiosidade de ver os jornais de bairros aqui de São Paulo? Não há conteúdo, apenas anúncios e eles se vangloriam de produzir 45 mil cópias por semana. De que mesmo? De papel que nem sempre é reciclado e acaba entupindo bueiros pelas ruas ou apenas contribuindo para um cenário que ainda não lembra Nápoles porque ainda há depósitos com capacidade de armazenamento por aqui.

O fato é que os blogs se sobressaíram pela diferença e pelo conteúdo apresentado. Eu mesma fui seduzida por muitos deles que geravam desafios no estilo e no conteúdo – mas a maioria desses blogs se renderam a atual tônica – e banalidade do conteúdo é tamanha que dos mias de seiscentos blogs que tinha no meu reader, sobraram pouco mais de cem porque o assunto era quase sempre o mesmo: falavam em como aumentar o ganho com o adsense ou como fazer uso de ferramentas de divulgação, qual plataforma é melhor para isso ou aquilo. Não sei porque, mas lembrei-me agora de Kalr Marx...

A realidade é contraditória, mas a contradição supera-se na síntese que é a “verdade” dos momentos superados.

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Em tempo.

Lembram-se da proposta da Missiva? Pois bem, as primeiras começaram a chegar, o Paulo do Blog Movido a Vapor deixou-me com sabores de infância na ponta dos dedos e saudades num canto ou outro da pele…

>> clique aqui para ler a Missiva escrita por ele.

8 Respostas

  1. Aí está algo que nunca me passou pela cabeça: ganhar dinheiro com o blog.
    Iniciei o blog por prazer, nunca me passou pela cabeça que conquistaria tantos leitores, que faria amigos, ou que muita coisa na minha vida se alteraria da forma como alterou.
    Três anos passados desde o primeiro texto, acredito que pouca coisa mudou na intenção com que escrevo… o blog é um escape, um prazer, um porto de abrigo, um ponto de encontro, etc…
    No dia em que eu esquecer o propósito, com certeza será hora de terminar!

    Beijo.

  2. Lunna, estou de acordo com as tuas idéias… E gosto muito das informações trazidas nos blogs, os olhares das pessoas sobre determinados assuntos, pena que alguns estejam mesmo se transformando e perdendo a qualidade…
    Beijos pra ti.
    Mel

  3. eu sei bem o que é isso, não entendo muito de monetização nem pretendo entender, mas acho bizarro que todo mundo escreva quase a mesma coisa sobre assuntso que estão quentes.

  4. Lunna, não sei, meu espaço na blogosfera é restrito a poucos blogs, e entre eles alguns conseguiram se monetizar sem perder a qualidade. O que aprecio nos blogs é a visão pessoal dos acontecimentos, o que não se encontra na imprensa em geral, além é claro de penetrar nos universos pessoais dos blogueiros, os quais se tornam nossos amigos.
    Um beijo.

  5. Olá Lunna! Como vai?
    Confesso que concordo em gênero, número e grau com tudo o que você disse! Realmente esta briga entre jornalistas e blogueiros é ridícula! E é verdade que há blogs muito mais interessantes do que muitas revistas por aí! E não quero rasgar seda, mas já rasganto, confesso também que o seu blog é um dos mais interessantes que eu já conheci, gosto da sua escrita, admiro as suas opiniões e os temas que você sempre aborda! Parabéns!

  6. Oh, Lunna, você está certa!! Há muitos blogs que viraram jornais… Não que eu não goste… Às vezes eu acho interessante ler sobre um assunto qualquer contado por um blogueiro e não por um jornalista, mas eu também tenho reparado que a originalidade e a graça têm perdido pontos nisso tudo. Vivemos uma época de transição na internet e ainda não sabemos direito em que tudo isso vai resultar – eu estou torcendo para que a originalidade não seja vencida pelo espírito de comércio. Beijos – belo texto!!

  7. Oi Lunna!

    Eu deixo meu Blog só mesmo com as críticas de filmes. Falar sobre o que está acontecendo, eu ainda prefiro o Orkut.
    Lá me sinto mais à vontade. Até para falar bobagens :)

    Beijos saudosos,

  8. Querida Lunna,

    Um dia fui participar de um famoso encontro entre blogueiros . Todos os assuntos sempre acabavam em monetização. Os convidados especiais na maioria das vezes davam uma verdadeira aula de como escolher os temas, como escrever, como apresentar o blog, tudo visando atrair o público para as vendas.
    De novo concordo com a Maria Augusta (rsrs), alguns blogs conseguiram se monetizar sem perder a qualidade, mas essa não é a regra. Infelizmente na maioria deles a monetização não rima com Monet (como a brincadeira que alguns blogs adotaram), mas com monotonia.
    Sobre a MISSIVA, ainda vou participar . Ontem me lembrei dessa sua sugestão quando li:
    “A correspondência constitui uma das formas mais legítimas e palpitantes de expressão do humano.” (Cassiano Nunes)

    Grande abraço!

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