Pela manhã…
Abri a janela e vi mais uma vez o sol se despindo pelos arredores. Estava intenso antes mesmo das sete horas. O verão e seus exageros. Sempre fico muito cansada nesse tempo!
Ainda pela manhã…
Segui pelos caminhos habituais e dentro do trem acompanhei uma breve “discussão” acerca da“rotina” (palavra um tanto monótona). Duas estudantes de psicologia e seus livros. Trouxe-me lembranças de outrora e a constatação: o tempo realmente passa! Diziam elas: “a rotina esta em tudo que fazemos, tudo na vida se torna rotina e nós nos tornamos escravos sem almas, incapazes de alternarmos qualquer coisa em nossas vidas”. Confesso que isso me perturbou. Sou incapaz de fazer as mesmas coisas sempre da mesma forma por muito tempo… Como boa sagitariana que se preze – sou agitada demais, nem mesmo receitas consigo repetí-las duas vezes que seja… Não tenho disciplinas de horários, não me agendo para realizar tarefas e enlouqueceria se minhas aulas fossem diariamente nos mesmos horários…
Começo de tarde…
Um chá gelado me faz companhia aqui na Biblioteca e dúzias de livros também. A tarde está quente demais e eu trago dúzias de saudades nas minha asas. Estou ausente e estou em mim e quero que continue assim nos próximos dias…
Vento novo
Estava enrolada
em teias e traças,
debaixo da escada,
lá no subsolo
da casa fechada.
Começava a tomar ares de desgraça.
Manchada do tempo,
fenescia
a esperar que um dia
alguma coisa acontecesse.
Antes que se perdesse completamente,
sentiu passar um vento cor-de-rosa.
Toda prosa, espanou a bruma,
pintou os lábios
e sem vergonha nenhuma
caprichou no recorte do decote.
A felicidade volta à praça
cheia de dengo e de graça,
com perfume novo no cangote.Flora Figueiredo – poeta, cronista e tradutora paulista. É autora de Florescência (1987), Calçada de Verão (1989) e Amor a Céu Aberto (1992). Em sua poesia encontramos uma linguagem concisa e uma agradável sutileza verbal – o silêncio entre suas palavras é uma forma adorável de comunicação. E ela nos diz que ao compor “tenta beijar a alma do leitor”.
Contagem regressiva para os próximos dias que virão…
Abraços meus!
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rotina(s) comigo nunca funcionaram e, se hoje fosse obrigado a cumprir cada uma delas, por certo, eu seria um fracasso, porém, como podemos sim transformar nossa realidade, ou pelo menos, tentar transformá-la, vale a pena viver as estações. e que belo poema! meu abraço.
…pois eu gosto da rotina…Mas, admiro muito quem está sempre a inventar coisas novas, diferentes…
Gostei do seu texto e gostei do poema da Flora Figueiredo!
Beijos de luz e o meu carinho…
Amiga,
Lindo seu texto, muito bem escrito.Gostei imensamente.Obrigada por me visitar, sinto-me muito honrada.Volte outras vezes.Parabéns pelo lindo Blog, atual, dinâmico e com textos maravilhosos.
Oi Lunna,
Esta é minha primeira visita pelas tuas letras. Estou me deliciando!
Eu sempre dou uma reviravolta à rotina, nem que seja apenas mudar as coisas de lugar. Faz-me bem isso! =D
O poema de Flora Figueiredo é maravilhoso, com imagens delicadas!
Voltarei mais vezes!
Um abraço
Sinta também os meus abraços. De comum temos fato de sermos sagitariana – 29 de novembro – e também correr das coisas feitas repetidas vezes.
Abração
Olá minha querida irmanzinha Lua!!
Como vai vc? Passando para saber das últimas e desejar uma ótima semana… saudades do sol derretendo em caramelos =)
beijo!!!
Fugir da rotina fazendo as mesmas coisas é o meu sonho.
Bj, Lunna
E vivo querendo mudar a rotina. Acho que sou inconstante. Limites me bloqueiam. Mas, afinal, acabo sendo vencida pela rotina.
beijo, menina
Lunna, a rotina se instala se não tentamos rompê-la. Verdade que alguns a apreciam, eu como você não gosto tento sempre fazer as coisas de modo diferente.
Um grande beijo e um bom dia.
por trás daquele nascer do sol haviam nuvens negras… que despejaram-se em trovoadas ao cair da tarde, como previsível
Lunna!
Bateu saudades!
Menina, eu tive que ri com o lance das receitas. Comigo acontece parecido.
Beijos e Flores,